Papai-mamãe


Sexta-feira

O blog novo é tá qui: 

http://michelmelamed.wordpress.com/

bienvenid-o-a-s



Escrito por Michel Melamed às 01h49
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Em quase breve site novo para lançamento do cd…

Enquanto isso,

infos de agenda estão sendo postadas no Twitter

(http://twitter.com/michelmelamed)

e Facebook, okokó?

Abraços,

m


OBS.: Meu twitter apesar de bissexto é @michelmelamed. O outro com underline (@michel_melamed) nem sósia do clone do meu xará é.

 

Íntegra da entrevista publicada hoje no O Globo (por ocasião da Semana extra do Regurgitofagia no SESC Ginástico dias 16, 17, 18 e 19 de julho (Foto Gui Maia)):

 

1)      Conte o processo de criação da Trilogia.

Trata-se de uma Trilogia porque todos os espetáculos foram desenvolvidos sobre os seguintes conceitos: a pesquisa de linguagem quanto aos limites da participação do público no espetáculo, então a contracenação entre ator e “espectator”, autor e “espectautor”;  a integração de linguagens artísticas (teatro, performance, música, poesia falada, tecnologia, stand-up comedy, etc.); e a afirmação do teatro e da obra de arte como o espaço por excelência do livre-pensar, então sua função política… Mas cada espetáculo teve um processo bem diferente. Essa é a graça e o desespero, né? Porém, sendo um pouco mais rigoroso na resposta, vejo que os três começaram na página em branco, com os textos e idéias. Mas é na sala de ensaio que o encantamento acontece…

2)      Regurgitofagia já foi escrita tendo em vista uma continuação?

Não e mesmo Regurgitofagia surgiu primeiro como livro. Depois, através da Bolsa Rioarte é que o espetáculo começou a nascer (acho importante lembrar que esta Bolsa não existe mais assim como a Vitae, enfim, o que acaba empobrecendo a produção que fica confinada a um só modelo de realização, quando muito trabalhos precisam do tempo da pesquisa e não só o do patrocínio…). Depois de alguns meses em cartaz com o Regurgitofagia, sentei-me para checar os alfarrábios e percebi que tinha algumas idéias do que se convencionou chamar de monólogos e que justamente sobre isso é que elas se insurgiam: espetáculos apresentados com um só ator, mas em diálogo constante com o público. Ninguém chama voz e violão de monólogo. O tripé conceitual já estava visível ali. Daí selecionei duas das idéias, convidei as pessoas queridas e nasceu a trilogia.

3)      O que mudou na sua vida desde aquela estréia em 2004?

Tudo. Seja porque a mudança é uma justa semente da saúde, seja porque apesar de já trabalhar como artista há alguns anos, Regurgitofagia foi um trabalho que alcançou certa repercussão, as pessoas passaram a me conhecer e, principalmente, a consolidação de idéias e parcerias (Bianca de Felippes, Alessandra Colasanti, Adriana Ortiz, Luiza Marcier e Estúdio Radiográfico…).

4)      Os outros dois espetáculos, na sua opinião, ficaram a altura do primeiro?

Não sou funcionário, o compromisso é exclusivamente com a criação de um trabalho artístico. Na estréia de todos eles, o sentimento era de tocar o bumbo na praça e dizer venham todos. Eles são exatamente o que queriamos fazer. E apaixonadamente. Agora, é natural que as pessoas tenham as suas preferências, mas este é um segundo momento. Não fazemos o trabalho premeditando se o público vai gostar ou não, como se fosse um produto na prateleira do supermercado, o que não significa não querer que pessoas gostem, ao contrário, depois de pronto o sonho é encontrar eco, afeto, que as pessoas se identifiquem, se encantem também. E tem a questão da crítica, que apesar de certas atitudes não muito dignas, essa coisa de ficar batendo nas pessoas, mas, enfim, me interessa. Acredito na reflexão aprofundada, criativa, que multiplica e revela a obra.

5)      O aumento da porção musical é uma tendência definitiva no seu trabalho?

Tendência definitiva? Olha que eu volto pra primeira pergunta… Mas o próximo projeto é só musical sim. Estamos gravando um CD (produzido pelo Lucas Marcier) e faremos o show. Imagino o Homemúsica como uma ponte entre estes universos, a pesquisa era sobre isso mesmo, da palavra falada para a palavra cantada. Então me reencontrei com a música e os músicos. Lembro quando menino passar dias inteiros inventando músicas e como ficava feliz… É muito curioso no “Homemúsica” viver esta experiência das duas cenas, a teatral com tantos conflitos e a musical de congraçamento, festa. Mas não quer dizer que o conflito seja ruim, ao contrário, é a condição primeira mesmo. Então o teatro é uma necessidade. Quero fazer um novo trabalho com outros atores em cena.

6)      O que levou a reunir este trabalho nesta temporada?

É uma idéia que sempre esteve presente, na conclusão da Trilogia apresentar todos os espetáculos em sequência. Então surgiu o convite do SESC… Também me soa como uma conclusão e essa chance de poder se olhar através deles, que se alternam entre espelhos e quadros, daí se perceber tão diferente, pode se olhar nos olhos…

7)      Como você sente a reação do público? Imagino que devam existir fãs de longa estrada, aqueles que você inclusive já conhece e reconhece na platéia..

Essa é uma das coisas que mais me tocou nesta temporada da Trilogia. Apesar de ser fã de muitas pessoas e artistas, sempre tive certa desconfiança com esta idéia, até porque é muito comum que qualquer pessoa que apareça na Tv tenha alguém pedindo para tirar um foto. Mas dessa vez senti completamente diferente. O público dos espetáculos são pessoas realmente interessadas no trabalho, que conhecem, gostam e discutem. Conversei com muita gente sobre arte, o Brasil… Enfim, fiquei muito tocado com a delicadeza e a inteligência dessas pessoas. Foi uma grande surpresa a recepção que tivemos. Me sinto grato e orgulhoso.

8)      A participação dos espectadores é fundamental, não? Qual a que você guarda com mais carinho e qual realmente te incomodou?

Sim, a participação do espectador é fundamental. Mas agora que a Trilogia se concluiu, meu interesse mudou e vejo isto de outra forma. A participação ativa não é mais ou menos fundamental que qualquer outra. A questão é que a fruição pode se dar de várias maneiras e como no “Princípio de Heisenberg” é o observador que muda a obra, é o espectador com a sua formação, sua disponibilidade afetiva, intelectual, que constrói aquilo ali. No final, acho que é uma pororoca de criatividades.

9)      Como foi apresentar estes espetáculos no exterior?

Foram experiências maravilhosas, transformadoras, um grande aprendizado. Nova York particularmente foi uma cidade que acolheu os trabalhos de forma generosa e há quatro anos que fazemos coisas por lá. Mas não acredito, ao menos para este trabalho da Trilogia, alguma diferença prévia entre as cidades. Quer dizer, você pode fazer um espetáculo de puríssima magia ou incinerante frieza, seja em Nova York ou Nova Iguaçu. Como é teatro, ritual, a coisa toda da presentificação, tudo depende da alquimia das noites.

10)   Existe uma possível tetralogia no horizonte?

Uma quarta parte para este trabalho? Não... Quer dizer, de alguma forma já aconteceu. Apresentamos, ao invés do “Dinheiro Grátis” que era a segunda parte, o “Anti-Dinheiro Grátis”, mas vejo mais como uma coda, epílogo da Trilogia, do que quarta parte. Uma pedra no caminho. Mas tenho uma idéia para outra Trilogia… Quiçá então Tetralogia…



Escrito por Michel Melamed às 20h28
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Sábado

Festa da Adidas no Rio de Janeiro - 22/ 05/ 2009

Para dirimir quaisquer dúvidas,

relato aqui os acontecimentos por ocasião da Festa da Adidas.

Fomos convidados, eu e alguns amigos,

para a festa de sessenta anos da Adidas em uma casa na Gávea.

Chegamos na festa e mais ou menos uma hora depois, em um curto intervalo de tempo,

três pessoas diferentes vieram me perguntar se já havia visto a piscina pois lá encontraria suásticas.

Fomos até a piscina e ao chegarmos lá vimos as suásticas.

Começamos a debater se de fato seriam suásticas nazistas

e neste ínterim diversas pessoas apareceram também comentando.

Meia hora depois fomos até o camarim dos músicos,

em um dos quartos da casa, pegar um bolsa.

Lá vimos a pintura do oficial nazista.

E imediatamente após descer do quarto, em um dos bares da festa,

encontramos o poster da marinha nazista. Já não havia mais dúvidas.

A casa em que estávamos possuia uma memoriabilia nazista.

Não posso acreditar que seja ainda necessário entrar aqui na questão do que este símbolo representa.

Abandonamos a festa estarrecidos e publicamos as fotos que fizemos

(João Paulo Cuenca e eu) nos nossos blogs para relatar o ocorrido. Ei-las.

 

Envolvido com a criação do espetáculo “Anti-Dinheiro Grátis”, encontro este texto abaixo que publiquei no programa do primeiro espetáculo, “Dinheiro Grátis”:


Chamou-me a atenção uma matéria relatando um incêndio e suas consequências trágicas em uma casa de espetáculos americana. “O público achou que as chamas eram parte do show e demorou a reagir”.

Justo. Quem afinal seria dotado de tão refinada sintonia para antever os limites da pirotecnia, do entretenimento? Porém, me é impossível não pensar no entreTETAnimento como um todo, em grande parte dos programas da Tv, nos espetáculos caça-níqueis, em parcela da música pop, o futebol de segunda a segunda e todos aplaudindo a tragédia sem nos darmos conta. “O público achou que a miséria era parte da vida e demorou a reagir”. “O público achou que a violência era parte da vida e demorou a reagir”. “O público achou que a ignorância era parte da vida e demorou a reagir”.

Tenho a sensação que a impunidade assim se dá. Mesmo as pequenas do dia-a-dia. Como se acreditássemos que os nossos pré-conceitos, as nossas hipocrisias, não chamarão a atenção em meio ao turbilhão dos tempos.

Se a barbárie vencer, talvez. Mas se ainda restar justiça sob as águas, impreterivelmente todas as bravatas terão suas máscaras a meio pau. Ou por outra: sempre chega o dia em que em meio as altas labaredas de um incêndio é possível entrever as chamas do inferno. Nunca é tarde demais para uma verdade – mesmo que mentira seja muitas vezes linda ou convincente.



Escrito por Michel Melamed às 09h54
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Sexta-feira

O Último Fim

Poderia ser um silêncio surdo
Ou um silêncio mudo
Era um silêncio surdo-mudo. Comunicava-se por sinais. De fumaça negra dos nossos corpos carbonizados num lugar remoto de algum país africano em uma pequena foto no meio do jornal de dois meses atrás. Ou fumaça branca dos nossos corpos congelados num lugar remoto de algum país escandinavo, os dois muito bem vestidos com as peles de animais mortos carbonizados num lugar remoto de algum país africano, em uma grande foto na capa do jornal de amanhã.

É preciso denunciar, renunciar, fazer constar, anote logo aí por favor: um grande amor acabou assim. Sem desgaste, acusação, grito, pedra arrancada do calçadão e cravada no olho, nada. Acabou como uma bolha de sabão uivando no semáforo num dia de blecaute. Acabou como uma vaca pastando entre nádegas. Acabou como a suástica.

Não lia lábios, era um silêncio cego atropelando o engarrafamento e dando pras fuças do cemitério de São João Batista onde as sepulturas coincidentemente tinham as mesmas dimensões de cada um dos móveis da sua casa e estavam dispostas da mesma forma que aqueles daí ter sido tão natural caminhar por entre elas sem esbarrar em nada e deitar na cova aberta como se fosse a própria cama e usar como lençól a lama. Ou a morada sempre fôra um cemitério e agora que entrou na casa alheia e deitou-se de fato numa cama e cobriu-se mesmo com um lençól é que vemos que não há grandes diferenças entre a vala quente, a cama fria, a vala rasa, a cama funda, a vala limpa, a cama imunda...

Era um silêncio cego e o cão-guia era O Cão, Satanás, Jesus, Maomé, Moisés. A coleira puxava como se atada ao pescoço da vaga do mar e quando esta vaga laçada chegou à beira-mar havia um casal ali rolando num filme boca contra boca e Silêncio Cego repousou ali nos espaços da boca contra boca fazendo contorcionismos para não esbarrar nas línguas contra línguas e lentamente destilou um gosto amargo azedo mal gosto e eles só pensavam ainda bem que é só um filme e assim que o diretor gritar corta este beijo acaba este casal acaba este amor de filme acaba e eu volto pra casa pra beijar minha esposa que tem um beijo saboroso como nos filmes ou eu vou pra rua procurar um beijo gostoso como nos filmes ou eu vou ficar sozinha imaginando sonhando fazendo um filminho na minha cabeça do dia que eu vou ter alguém para me beijar e o nosso amor vai ser mais importante que o gosto do beijo que pode variar que vai variar porque o nosso amor será eterno e no amor eterno cabe beijo gostoso e beijo azedo beijo saboroso e beijo amargo até mesmo beijar pensando no ator ou na atriz do filme

Um dia tudo era perfeito e este dia durou anos. Mas, audácia, dias não são anos, e a perfeição é uma bola negra se formando no céu da boca à cada sorriso. Sorriu, o câncer cresce. Gargalhou? Vira maligno. Não pense em gozar.

A perfeição é um milagre desdentado, sem fé e sem dinheiro. A perfeição é um susto.

Como uma vaca num pasto de cristal. Na noite seguinte, um domingo, não pôde mais, acabou. Acabou como se o seu vizinho fôsse você mesmo e assim infinitamente até que você estivesse do outro lado do mundo, puto porque não consegue dormir por causa de você aqui puto e insône. Mas, caralho, como é que eu poderia me incomodar só porque não consigo dormir? Por que é que eu não dormiria em paz lá ou aqui só porque não consigo dormir em paz aqui ou lá?

Acabou como o rabo da maior boazuda do país daqui há setenta anos. Pronto. Fui claro. Como se não tivesse existido. Como se fôra nada. NADA. E não o nada completo, mas um nada... com sardas, um nada com som de comida mastigada, um nada que não passou protetor e dormiu na praia era verão teve arrastão e o brasil perdeu o ônibus passou choveu pneu furou o assaltante era mau... Um nada descamado, farfalhante, monoglota, empoeirado e alérgico. Um nada que contando ninguém acreditaria, mas é verdade. Como é possível.

Era um silêncio perneta deixando seu rastro e o toc-toc insistente da muleta com a boarracha descascada na escada de madeira velha da casa abandonada e ruidosa. O silêncio não estava portanto no mundo. Nem dentro deles. Era entre eles. Em qualquer latitude ou longitude que se encontrassem, à qualquer distância, o silêncio estaria ali, menos como amortecedor, anteparo, blindagem, preenchimento, mais como vazio, vão, buraco, cu. Entre eles para sempre haverá esse cu. O tamanho do cu dependerá da distância entre eles. Se estiverem longe, um cuzão. Se estiverem perto, o cuzaço.

Da noite para a noite, o continente afinou, fez-se ilhota vaga vesga rôta rata, e boba derreteu, escabrosa afundou. O chão sobre o qual se pisava, onde as unhas dos pés cravavam na hora de dormir, de onde uma semente de floresta foi cuspida, aquele recanto martelando contra o mundo, o sonho besta mesmo, um sorvete perfeito com sua bola prateada, o sonho cor de rosa da boceta molhada pau latejante, tudo pra ontem porque o futuro é nosso, aquele negócio ali, foi para a puta-que-o-pariu.

Esta é a triste verdade, leitora. Esta é a triste mentira, leitor. O amor é porco. Te come e arrota na cara. Teu enjôo tem nome: chame-o apenas amor, que o fim será todo seu.

Estava escrito nos gomos pontiaguados da tangerina e você não viu. Era aço ali. Estava nas estrelas cortantes e doces. Tava na tua cara, mané, desde o princípio da vida até. Era um silêncio retardado. Esmagando as borboletas de ar no ar e desavisado que visse a cena não entenderia esta farsa, picharia a dramaturgia, vomitaria as referências mesmo que aquilo fosse original, único, inédito, não importa vomitaria as referências e você querendo inaugurar, pela 1a vez na américa latina, não perca, venha toda, o blablablá de sempre.

Porque a gente pega as coisas na mão e sente a sua substância, seu peso e consistência. Porque não é plausível que as coisas mintam. Que um cinzeiro te olhe e diga eu sou um cinzeiro e você veja que é um cinzeiro e não seja um cinzeiro. Como é que você poderá encarar o leite depois? E o abajur? A mesa? A porta? Você é uma porta? Por favor, me prometa ser uma porta para sempre. E o silêncio mongol esmagando a porta, a mesa, o leite e o cinzeiro.

É claro que eu sei que a porta vai virar cinzeiro e depois mesa e depois leite. Não se trata disso. Mas da porta dizer que será sempre porta e anos depois ver algum reflexo diferente no leite, só isso. Uma sensação vaga das conquistas alheias e ponto.

E olhando aquilo tudo cagado escapa um riso ignominioso, de escárnio. Um riso que era na verdade um olhar que escapava pela boca.

(um parentesis: se te disserem que deja vu é falha de sinapse tampe os ouvidos, não acredite é coisa de desertores, dedo-duros, gente mesquinha. Eu coloquei uma farpa entre cada neurônio e a sensação é completamente diferente)

Era coisa para se aprender agora mesmo, na hora certa e tesa, zunindo na orelha do alvo e cravando o erro no queixo. Já pensou? Aquele esparadrapo sobre os cabelos do braço há três dias? Vai arrancar de uma só tocada ou vai ficar pinicando as bordas? O silêncio precisa de emissor e receptor. O silêncio é do século passado. Agora é amor. E o amor não é nada. O amor é uma piada esperando uma desgraça para ser inventada.

O amor é uma piada esperando uma desgraça para ser inventada.

O amor é uma piada esperando uma desgraça para ser inventada.

O amor é a pirâmide para quem nunca falou da antiguidade com amor.

O amor é a pirâmide para quem nunca falou da antiguidade com amor. O amor é este texto se eu tiver coragem de deletar este texto. Mas não tenho. Porque me falta amor. Mas posso te oferecer este silêncio. E te garantir que é o melhor da praça – e a praça está cercada. É o que mais sai – e não há saída. Ninguém nunca voltou para reclamar – porque ninguém aqui é bobo para não ver que reclamar traz o verbo amar embutido. Este silêncio é o melhor. É o campeão. Não vê o brilho nos olhos dele? É a autoconfiança de quem vai pra briga – no sentido figurado, porque porrada de verdade, soco no olho, é amor. E eu não vim aqui para te falar de amor. Estou aqui para interromper o silêncio. Por alguns breves segundos porque eu sei que é impossível. Porque aqui, sou apenas palavras sobre uma página. E isso também é amor. Deste modo, não há remédio senão calar.

Era um silêncio suicida. À espreita de um grito, rajada, freada, sirene, explosão.

Era um silêncio porra.

Gotejando da palma da minha mão.



Escrito por Michel Melamed às 17h19
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Quarta-feira

Para o Livro dos Abraços

Flora, filha da Gabriela, em uma conversa no carro me segredou:

"Sabe qual é o esporte que eu mais gosto? Patinação no gelo... É o que eu mais gosto e o que eu faço melhor. Eu nunca fiz… Mas é o que eu mais gosto e o que eu faço melhor."

 

 Obs.: Aproveito a ocasião para confirmar que não tenho Orkut, não tenho MSN, mas tenho um trocado e olhe cá.



Escrito por Michel Melamed às 15h42
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